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O capitalismo brasileiro representado em uma foto
Os "seguranças" no casamento da filha do Ministro da Saúde, a deputada estadual pelo Paraná, Maria Victoria.
Foto histórica de Lineu Filho.
O 'tudo é criticável, mas nada é mutável' que impera no mundo atual
Em tempos de hegemonia neoliberal, o conformismo paralisante funciona como uma regra dominante. A crítica e algum nível de revolta é até permitido, desde que não ultrapasse certos limites implicitamente impostos. O maior destes limites é a própria lógica do capital, tida como eterna e impossível de ser enfrentada. Para se superar as lógicas capitalistas é preciso enfrentar a crença de que tudo merece crítica – mas não vale a pena engajar-se, porque nada mudará.
Pokémon Go: temos que resistir
Em meio a turbulência provocada pelo sucesso instântaneo do Pokémon Go, trazemos aqui uma boa leitura marxista deste novo fenômeno mundial da indústria cultural contemporânea.
Por Sam Kriss
De acordo com um certo filão rabugento da crítica de esquerda, a cultura está nos infantilizando. Afinal, suas formas dominantes (as que não apenas se mostram mais rentáveis mas que também vêm codificando o próprio terreno cultural), são vídeo games – que são para crianças – e filmes de super-heróis – que também são para crianças!
E não é apenas uma questão de gênero: essas formas exigem um determinado tipo de engajamento, pois pressupõem um determinado tipo de sujeito – o de uma criança eufórica e cobiçante. Não basta só pagar o preço de admissão, mas dar aporte à cultura-mercadoria de forma acrítica, identificar com seus personagens, comprar os brinquedos, nutrir uma obsessão que beira o patológico. Agir, em outras palavras, com a euforia voraz de uma criança fastidiosa.
Capitalismo em crise e o declínio do trabalho
Por Immanuel Wallerstein
A ideologia neoliberal dominou o discurso político, em termos globais, nos primeiros quinze anos do século. O mantra era: a única política viável para os governos e movimentos sociais era dar prioridade para algo chamado “o mercado”. A resistência a esta crença tornou-se mínima, porque mesmo os partidos e movimentos que se consideravam de esquerda – ou ao menos à esquerda do centro – abandonaram sua ênfase traducional em medidas de Bem-estar Social e aceitaram a validade desta posição, orientada pra o mercado. Argumentavam que só era possível, quando muito, amenizar seu impacto, mantendo uma pequena parte das redes de segurança históricas que os Estados haviam construído ao longo de mais de 150 anos.
Retratos de um mundo louco: o cavalo chic
O sistema capitalista demonstra uma capacidade formidável em produzir e reproduzir exaustivamente mercadorias e valores com pouca ou nenhuma utilidade social. Mais do que isso, produz bens materiais e imateriais que não apenas são supérfluos, como expressam a própria irracionalidade e loucura sistêmica que imperam no mundo.
O fetiche das mercadorias e a mercantilização plena de todos os aspectos sociais da vida se aprofundam na mesma medida em que sistematicamente da provas de exaustão deste modelo.
Democracia e Capitalismo: divórcio definitivo
Democracia e Capitalismo caminham para um divórcio definitivo. A forma como os processos decisórios fundamentais são paulatinamente retirados do Estado, têm reduzido a influência do povo nas decisões e fragilizado profundamente as instituições democráticas. Este é um processo que em maior ou menor medida tem se espalhado de forma quase irrefreável ao redor do mundo.
Muitos analistas, em diferentes áreas do conhecimento, tem desenvolvido elementos consistentes que apontam para um processo onde a democracia passa a ser um elemento secundário, se não até mesmo indesejável na atual fase do capitalismo. Um dos bons trabalhos que ilustram esta dinâmica é do sociólogo alemão Wolfgang Streeck em seu livro "Hora de comprar - A crise atrasada do capitalismo democrático", ainda inédito no Brasil. Nele Streeck expõe alguns dos mecanismos que permitiram à aristocracia financeira controlar o Estado e a mídia. Qual a saída possível? Assumir esta separação e pensar numa política livre do capital.
Muitos analistas, em diferentes áreas do conhecimento, tem desenvolvido elementos consistentes que apontam para um processo onde a democracia passa a ser um elemento secundário, se não até mesmo indesejável na atual fase do capitalismo. Um dos bons trabalhos que ilustram esta dinâmica é do sociólogo alemão Wolfgang Streeck em seu livro "Hora de comprar - A crise atrasada do capitalismo democrático", ainda inédito no Brasil. Nele Streeck expõe alguns dos mecanismos que permitiram à aristocracia financeira controlar o Estado e a mídia. Qual a saída possível? Assumir esta separação e pensar numa política livre do capital.
Mudanças climáticas ameaçam existência humana na África
“As consequências negativas das mudanças climáticas ameaçam o desenvolvimento e a própria existência dos seres humanos na África. A população, os ecossistemas e sua biodiversidade única serão grandes vítimas” do fenômeno. A declaração do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) demonstra a preocupação do organismo com o continente que contém 54 países e população de aproximadamente 1,2 bilhão de habitantes.
“Nenhum continente sofrerá um golpe tão severo em razão das mudanças climáticas como a África”, afirma o Pnuma, com sede em Nairóbi, no Quênia. Outras organizações internacionais são igualmente contundentes a esse respeito. Por exemplo, com base na análise do IPCC (Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudanças Climáticas), o Banco Mundial confirmou que a África será a região mais vulnerável do mundo aos efeitos negativos do aquecimento global.
O mar está para monstros
Por Laura Carvalho
Quando indagado sobre o espaço aberto por crises econômicas para o fortalecimento do campo progressista, Yanis Varoufakis, em palestra proferida em 25/4, na New School, em Nova York, foi categórico: “Tempos de grave recessão não são tempos revolucionários, são tempos que criam monstros”.
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