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Era Macri eleva pobreza na Argentina a níveis alarmantes
O presidente da Argentina Maurício Macri se apresentou nas eleições como alguém decidido a tomar medidas que rapidamente recuperassem a economia de seu país. Chegou até mesmo a lançar como uma de suas principais bandeiras de campanha a ousada promessa de que ao termino de seu mandato alcançaria a "pobreza zero" no país.
Ele de fato rapidamente tomou uma série de medidas que abrangeram um amplo espectro da economia argentina, no entanto, passado os primeiros meses de governo, seus resultados não são nada animadores. Não bastasse a sonhada (e prometida) reação econômica não dar ainda nenhum sinal positivo, a “pobreza zero” avança na direção oposta.
A Argentina vive um acentuado e veloz processo de empobrecimento generalizado da população, como poucas vezes se viu no mundo, fora países em situação de guerra. Os dados são alarmantes e apontam que milhões de argentinos viram sua situação deteriorar-se para níveis de pobreza extrema.
Não era só tirar a Dilma que a economia melhorava?
"É só tirar ela que resolve", esta difusa e trabalhada ideia ganhou corpo, construindo a noção de que a síntese de todos os problemas do país estavam personificados na Presidenta Dilma Rousseff. Foi esta saída vendida como uma solução milagrosa para os problemas da nação, mobilizando muitos setores da sociedade para a campanha do "Fora Dilma", dando força para o avanço do processo de impeachment. Bastaria tirar a Dilma para termos a solução para toda a crise.
Se é verdade que houveram uma conjunção variada de fatores que possibilitaram a conjuntura brasileira atingir este grave momento - como os erros políticos do governo, a instrumentalização política de setores do judiciário, o cerco midiático, etc - a crise econômica foi um fator igualmente importante, fundamental para cimentar uma efêmera e significativa unidade entre um grau variado de setores sociais e agentes políticos na agenda do golpe. Os reveses na economia foram catalizadores da revolta que levaram milhares as ruas pela queda da Presidenta. Mas não foi o desemprego em alta que mobilizou - as classes sociais mais atingidas pouco estiveram nas ruas contra a Dilma - o que realmente fez a diferença foram as frustrações de consumo da classe média, que garantiu uma amplitude de massas que a direita brasileira historicamente jamais teve, e ainda não tem.
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O mar está para monstros
Por Laura Carvalho
Quando indagado sobre o espaço aberto por crises econômicas para o fortalecimento do campo progressista, Yanis Varoufakis, em palestra proferida em 25/4, na New School, em Nova York, foi categórico: “Tempos de grave recessão não são tempos revolucionários, são tempos que criam monstros”.
O salário mínimo é um dos alvos do golpe
Por João Sicsú
Frei Betto tem razão quando diz que faltariam ruas para protestos se os pobres soubessem quais são os planos da coligação que tenta tomar o governo pela via do golpe. Um dos alvos principais é o salário mínimo. As razões são variadas. Mas todas convergem: o mais importante será a redução do valor real do salário mínimo.
O salário mínimo foi criado no dia 1º de maio de 1940 por Getúlio Vargas. Desde a sua criação, o salário mínimo sofreu muitos ataques. São ataques contra o seu valor e ataques à sua existência.
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