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O campeão eterno Muhammad Ali
Um dos maiores atletas do século XX, poucas figuras representaram tanto para o esporte como o boxeador Muhammad Ali. Transcendendo limites e colocando o próprio papel do esporte na sociedade em questão, foi um gigante, um campeão eterno.
Tricampeão mundial dos pesos-pesados e campeão olímpico aos 18 anos, sua trajetória esportiva andou em paralelo ao seu papel como ativista durante os conflitos sociais dos anos sessenta nos EUA. Engajado nas lutas contra o racismo e pelos direitos civis, posicionou-se ao lado dos movimentos pacifistas contrários a Guerra do Vietnã. Esta sua oposição não foi apenas retórica: devido à sua recusa ao recrutamento obrigatório, foi condenado a cinco anos de prisão e perdeu o direito de boxear. “O Vietcong não me chamam de ‘nigger’”, disse. Nigger é a palavra mais pejorativa usada para se referir aos afro-americanos nos EUA.
21 de fevereiro: o dia que assassinaram Malcom X
Naquele fatídico dia de 21 de fevereiro de 1965, Malcom X era assassinado com 13 tiros, enquanto discursava no Harlem, para um público de aproximadamente 400 pessoas. Naquele momento Malcom X já era um dos principais ativistas da luta contra o racismo nos Estados Unidos. Suas posições radicais contra a opressão do povo negro, lhe conferiram uma posição singular, mesmo passados mais de cinquenta anos de sua morte, segue gerando controvérsias e inspirando inúmeros lutadores em todo o mundo.
Oscar é só para brancos? Sobre a polêmica ausência de indicados negros ao prêmio
Polêmica sobre a ausência de negros e negras aos indicados ao Oscar de 2016 tem ganhado força nas redes. Ganhou mais volume a partir do anúncio do diretor Spike Lee e a atriz Jada Pinkett Smith de que não vão à cerimônia do Oscar em repúdio a esta ausência e sua campanha pelo boicote a premiação deste ano.
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