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Temer aprova PEC 241 congelando o futuro do Brasil



Por 366 votos a favor e 111 contra, arrocho fiscal proposto pelo governo Temer passa em primeira votação na Câmara. A PEC irá provocar um congelamento nos investimentos do Estado por 20 anos, afetando áreas vitais como saúde e educação. Medidas de arrocho fiscal que afetaram diretamente a maioria da população brasileira.

Só um governo sem votos pode fazer um orçamento sem povo!

A ditadura já começou



Aos incrédulos com relação aos efeitos regressivos do golpe, sempre procuro lembra-los que um golpe sabe-se como começa, jamais como terminará. O golpe de 1964 precisou de quatro anos para consolidar sua brutalidade com o AI-5 em 1968. O golpe de 2016 é de um novo tipo, sem a sinceridade simbólica que os tanques em praça pública tiveram em nossa última ruptura autoritária. O golpe de 2016 inaugura um novo tipo de regime de exceção que deve, desde já, ser classificado como uma ditadura, mas uma ditadura de novo tipo, como o artigo do cientista político da UNB, Luis Felipe Miguel, demonstra em um apanhado geral dos elementos que justificam esta conclusão. A resistência democrática ainda débil a esta escalada autoritária é urgente e vital.

Por Luis Felipe Miguel


Assim como sofremos um golpe de novo tipo, estamos vivendo o início de uma ditadura de novo tipo. Não será o regime de um ditador pessoal, até porque nenhum dos possíveis candidatos ao posto tem força suficiente para alcançá-lo. Não será uma ditadura das forças armadas, ainda que sua participação na repressão tenda a crescer. Provavelmente, muitos dos rituais do Estado de direito e da democracia eleitoral serão mantidos, mas cada vez mais esvaziados de sentido.

Reforma do ensino médio: um golpe contra a educação pública brasileira


A reforma do ensino médio do governo Temer, através de uma canetada via Medida Provisória, sem nenhuma discussão com a sociedade - nem mesmo com o corrompido Congresso Nacional - é bastante sintomático do caráter autoritário do atual governo ilegítimo.

Confesso que minha primeira sensação, ao tomar conhecimento da íntegra da reforma, foi de incredulidade. São tantos retrocessos anunciados, que cheguei a acreditar que tratavam-se de especulações alarmistas ou de alguma proposta a ser apresentada. No entanto, elas de fato foram anunciadas, com o beneplácito acrítico da grande mídia, que noticiou as mudanças como se fossem um ato dentro da "normalidade".


Vozes dos muros


Mensagem encontrada nas paredes de diversas cidades brasileiras.

Fora da legalidade só resta a desobediência civil


FORA TEMER!

Um chamado que tem ganhado cada vez mais força no país.  Um político impopular que pretende levar a cabo uma política ainda mais impopular. As ruas voltaram a pulsar, milhares foram aos primeiros protestos contra o governo ilegítimo.

Banksy, o mundialmente conhecido artista inglês, cuja identidade real se desconhece, serve de inspiração para a arte que ilustra este post, nesta livre adaptação.

Tempos de golpe são tempos de legalidade suspensa. Onde o direito vigente passa a ser o direito do mais forte. Onde o arbítrio passa a ser a norma. O Brasil caminha para uma situação perigosa, onde as liberdades individuais e coletivas podem entrar em xeque, ameaçadas por um governo ilegitimo.

A imagem símbolo de Michel Temer nas Olimpíadas



No turbulento processo político que vive o Brasil, com Michel Temer assumindo a condição de presidente interino e ostentando uma popularidade inferior a da própria presidenta afastada Dilma Rousseff, o país vive uma situação muito peculiar, para dizer o mínimo.

Raras vezes uma única imagem consegue captar a essência de um momento, mas quando isso ocorre, o resultado é magistral. A foto acima é um destes raros momentos e se deu na coletiva de imprensa de Michel Temer, no dia da abertura das olimpíadas. A autora é Regina Schmeken para o Süddeutsche Zeitung, de Munique, na Alemanha.

Pode até parecer, mas a imagem acima não é uma montagem, pelo contrário, o momento em que ela se deu foi ainda mais constrangedor e patético que a "fala" de Temer na abertura dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro.

Temer admite que golpe é golpe e perseguição política contra Dilma




Em um raro e inesperado momento de honestidade retórica - ou de "sincericídio", diriam alguns -  o presidente interino Michel Temer, em entrevista ao canal GloboNews, cometeu um ato falho e acabou admitindo que o golpe é golpe e, o mais grave, que as restrições que o Planalto tem imposto a presidenta Dilma com relação ao uso dos aviões da FAB  se devem a mais pura perseguição política.



Para quem tem dúvidas com relação a autenticidade da fala, pode conferir no vídeo a seguir o trecho em que Temer usa a expressão golpe.

A crise da crise de Michel Temer, o interino que sonha em ser permanente



O aprofundamento da crise política que culminou com o afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff e colocou seu vice, Michel Temer, como presidente interino, não teve o refluxo esperado e nenhuma sinalização de estabilização possível no curto prazo. Mesmo com Temer já agindo como se sua condição presidencial fosse permanente, contando com ampla maioria no legislativo, com o apoio de significativos setores do empresariado e da Rede Globo, tem vivido um permanente estado de crise. A situação tem tomado uma direção tal que já é possível vislumbrar uma crise dentro da própria crise que conduziu Temer e seu consórcio golpista ao poder.

Surpreende a fragilidade política demonstrada até o momento pelo governo Temer, com uma sucessiva queda de ministros, quase um por semana. Era de se imaginar que toda a articulação política capitaneada pelo PMDB e PSDB para forjar a maioria parlamentar necessária para avançar o processo do golpe, redundaria em um governo forte politicamente e com capacidade de produzir símbolos desta força já em sua largada.

Eles até tentaram, mas todas as suas tentativas de exibir "força" política se deram sob avaliações políticas equivocadas, de baixa legitimidade social e produzindo o efeito inverso ao esperado, levando o governo a suas primeiras derrotas. Um exemplo emblemático foi a decisão de extinguir o Ministério da Cultura (MinC), seguida por ampla mobilização social contrária a medida que obrigou o governo a recuar e recriar o ministério.

Não era só tirar a Dilma que a economia melhorava?



"É só tirar ela que resolve", esta difusa e trabalhada ideia  ganhou corpo, construindo a noção de que a síntese de todos os problemas do país estavam personificados na Presidenta Dilma Rousseff. Foi esta saída vendida como uma solução milagrosa para os problemas da nação, mobilizando muitos setores da sociedade para a campanha do "Fora Dilma", dando força para o avanço do processo de impeachment. Bastaria tirar a Dilma para termos a solução para toda a crise.

Se é verdade que houveram uma conjunção variada de fatores que possibilitaram a conjuntura brasileira atingir este grave momento - como os erros políticos do governo, a instrumentalização política de setores do judiciário, o cerco midiático, etc - a crise econômica foi um fator igualmente importante, fundamental para cimentar uma efêmera e significativa unidade entre um grau variado de setores sociais e agentes políticos na agenda do golpe. Os reveses na economia foram catalizadores da revolta que levaram milhares as ruas pela queda da Presidenta. Mas não foi o desemprego em alta que mobilizou - as classes sociais mais atingidas pouco estiveram nas ruas contra a Dilma - o que realmente fez a diferença foram as frustrações de consumo da classe média, que garantiu uma amplitude de massas que a direita brasileira historicamente jamais teve, e ainda não tem.

Em dois atos, Romero Jucá e Gilmar Mendes desenham para todos: é golpe!















A conturbada crise política brasileira ganhou novos fatos que modificam sensivelmente o curso do seu já incerto desfecho. Os vazamentos de áudios envolvendo caciques do PMDB escancaram as articulações e os agentes diretamente envolvidos na conspiração para destituir a presidenta Dilma Rousseff do posto.

Sem dúvida, o áudio tornado público do senador do PMDB e "homem forte" de Temer, Romero Jucá, com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, ambos investigados por corrupção na Lava Jato, é o mais revelador e contundente que venho à público até o momento. Como magistralmente sintetizou o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, imediatamente após o vazamento: "Basicamente, se você é um dos que disse ou acreditou que não há golpe no Brasil, seus argumentos foram instantaneamente destruídos hoje."

Dilma, que horas ela volta?


Após um duro calvário que levou ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff, conduzindo o vice-presidente Michel Temer ao posto de presidente interino, a conjuntura política parece estar ainda longe de se estabilizar. Os primeiros dias do governo interino (que age despudoradamente como se tivesse sido eleito), com sua prática diária de anúncios polêmicos e impopulares, seguidos invariavelmente por desmentidos e recuos, deram uma pequena amostra do que poderá vir pela frente.

Começa a ficar cada vez mais claro a pouca margem de ação que goza o governo Temer, refém de uma série de interesses diversos e contraditórios, que até o momento, o colocam em uma efetiva paralisia política. A única velocidade política registrada pelos novos ocupantes do governo é a sanha por ocupar cargos e "pagar as contas" dos arranjos partidários necessários para obter a maioria nas duas casas legislativas. A ausência que qualquer projeto político que envolva este arranjo circunstancial em torno de Temer é evidente.

Não é fruto do acaso que começa a ganhar corpo uma singela pergunta: que horas a Dilma volta?

A caças as bruxas de Michel Temer


José Catalão garçom a nove anos no Planalto, acusado de ser petista, é demitido por governo interino de Temer. 

Temer, em seus pronunciamentos, evoca o "diálogo", na prática, acontece o oposto, produzindo uma verdadeira caças as bruxas. Tudo que representa ou possa representar o PT ou a esquerda deve ser expurgado.

Temer exonerou o diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o jornalista Ricardo Pereira, que tinha mandato até 2020, foi mais um sinal de que este governo interino não pretende se prender aos inconvenientes da lei.

Comenta-se que Catalão era um dos poucos negros que trabalhavam no Palácio desde que o vice usurpador assumiu, mas, como diria o diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, não existe racismo no Brasil.

Os Homens que Não Amavam as Mulheres




O Brasil vive tempos onde as ameaças de retrocessos já deixam de ser apenas ameaças e tornam-se uma amarga realidade. O governo golpista do vice-presidente Michel Temer começou demonstrando logo para que venho. Sem buscar disfarçar, formou em seu ministério uma coalizão conservadora onde todo e qualquer requisito técnico ou de afinidade com as áreas nomeadas foram colocadas em segundo plano. O que prevaleceu foi premiar aqueles que deram sua contribuição para a promoção do golpe branco contra a presidenta Dilma Rousseff.

Saltou aos olhos de todos uma ausência que há muitas décadas não se via em um ministério: nenhuma mulher foi nomeada ministra. Na história recente do país, é o primeiro governos sem mulheres no primeiro escalão desde o governo do ditador Ernesto Geisel.

Michel Temer presidente colocará o Brasil em uma posição única no mundo



Sim amigas e amigos leitores, o título acima não é nenhum exagero: Michel Temer presidente colocará o Brasil em uma posição única no mundo.

Explicando melhor: Temer foi condenado recentemente pela justiça eleitoral. Virou "ficha-suja" e assumindo será o único presidente inelegível do mundo a assumir o poder.

O salário mínimo é um dos alvos do golpe




Por João Sicsú


Frei Betto tem razão quando diz que faltariam ruas para protestos se os pobres soubessem quais são os planos da coligação que tenta tomar o governo pela via do golpe. Um dos alvos principais é o salário mínimo. As razões são variadas. Mas todas convergem: o mais importante será a redução do valor real do salário mínimo.
O salário mínimo foi criado no dia 1º de maio de 1940 por Getúlio Vargas. Desde a sua criação, o salário mínimo sofreu muitos ataques. São ataques contra o seu valor e ataques à sua existência.