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Crise e descaminhos no Mercosul
O ano de 2016 parece marcar o início de um ponto de virada nos rumos da integração sul-americana. O Mercosul, principal espaço institucional e de integração econômica na região, que vinha trilhando nos últimos anos uma rota de ampliação de sua área de influência e de busca de uma integração local efetiva, apresenta fortes sinais de que poderá rumar para um estágio regressivo que desvirtuará as potencialidades que uma possível integração soberana vislumbrava.
A ascensão de Macri na Argentina e de Temer no Brasil e as primeiras medidas que suas diplomacias têm executado com relação ao Mercosul, apontam para uma busca obstinada em reorientar o processo de integração que vinha sendo construído nos últimos anos. O fato mais notável é a movimentação que os dois países, aliados ao Paraguai, protagonizam para impedir que a Venezuela assuma a presidência temporária do bloco, como previsto pelas regras do Mercosul, provocando uma crise diplomática de grandes proporções.
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Era Macri eleva pobreza na Argentina a níveis alarmantes
O presidente da Argentina Maurício Macri se apresentou nas eleições como alguém decidido a tomar medidas que rapidamente recuperassem a economia de seu país. Chegou até mesmo a lançar como uma de suas principais bandeiras de campanha a ousada promessa de que ao termino de seu mandato alcançaria a "pobreza zero" no país.
Ele de fato rapidamente tomou uma série de medidas que abrangeram um amplo espectro da economia argentina, no entanto, passado os primeiros meses de governo, seus resultados não são nada animadores. Não bastasse a sonhada (e prometida) reação econômica não dar ainda nenhum sinal positivo, a “pobreza zero” avança na direção oposta.
A Argentina vive um acentuado e veloz processo de empobrecimento generalizado da população, como poucas vezes se viu no mundo, fora países em situação de guerra. Os dados são alarmantes e apontam que milhões de argentinos viram sua situação deteriorar-se para níveis de pobreza extrema.
Os sentidos da vitória de Macri na Argentina
A vitória de Maurício Macri nas eleições presidenciais argentinas, derrotando o candidato peronista Daniel Scioli, além da interrupção de mais de uma década de kirchnerismo no poder, pode representar um ponto de virada na conjuntura política da Argentina. Algumas certezas e indicativos claros já se apresentam, mas quais serão seus desdobramentos e em que medida Macri terá condições de implementar a sua agenda e consolidar uma nova hegemonia política ainda é uma grande incógnita.
O longo período de dificuldades econômicas, agravado durante o final do mandato de Cristina Kirchner, fomentou um ambiente favorável para o crescimento de um discurso mudancista de oposição. Mas longe de representar uma "grande onda" a varrer o kirchnerismo e os setores populares do poder institucional argentino, a composição de parlamento eleito com maioria peronista, indicam uma possível continuidade de uma polarização política que poderá ter importantes desdobramentos.
As primeiras medidas anunciadas pelo recém-empossado presidente Macri são um bom indicativo do que está por vir e podem ser decisivas.
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